sexta-feira, 9 de julho de 2010

Não é carne nem é peixe..

Para não lançar uma reflexão demasiado abrangente, vamos-nos centrar somente na visão turística. A mais recente regionalização turística considerou a Região Norte como um todo. Mais tarde, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte dividiu estrategicamente o Norte em 4 sub-regiões: Minho, Trás-os-Montes, Douro e Porto. No caso do Porto, para além da cidade, o território definido nesta visão estratégica estende-se, grosso modo, ao distrito do Porto e além-Douro: Santa Maria da Feira, Castelo de Paiva, e entre outros, Arouca. Para toda esta área são elencados uma série de produtos turísticos estratégicos que olham para este território centralizado na figura do Porto.
Ora, portanto será um território mais “carne” e por isso um produto de turismo na natureza não é considerado como prioritário. No entanto, e pegando no exemplo de Arouca, vê-se a clara incoerência: este concelho atingiu um marco ímpar ao organizar e classificar toda a sua área concelhia como geoparque e alcançou a sua integração na rede de geoparques da UNESCO. Portanto, temos um exemplo de uma área que conseguiu, pela iniciativa local, a construção de um produto diferente e de mérito. Mas, fruto das divisões superiores ao nível de repartição e compartimentação do território, sofre constrangimentos evidentes para se assumir como destino turístico. Numa visão entre carne e peixe convém não esquecer que também há gostos vegetarianos... e ao que parece são cada vez mais!

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