sexta-feira, 9 de julho de 2010

Não é carne nem é peixe..

Para não lançar uma reflexão demasiado abrangente, vamos-nos centrar somente na visão turística. A mais recente regionalização turística considerou a Região Norte como um todo. Mais tarde, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte dividiu estrategicamente o Norte em 4 sub-regiões: Minho, Trás-os-Montes, Douro e Porto. No caso do Porto, para além da cidade, o território definido nesta visão estratégica estende-se, grosso modo, ao distrito do Porto e além-Douro: Santa Maria da Feira, Castelo de Paiva, e entre outros, Arouca. Para toda esta área são elencados uma série de produtos turísticos estratégicos que olham para este território centralizado na figura do Porto.
Ora, portanto será um território mais “carne” e por isso um produto de turismo na natureza não é considerado como prioritário. No entanto, e pegando no exemplo de Arouca, vê-se a clara incoerência: este concelho atingiu um marco ímpar ao organizar e classificar toda a sua área concelhia como geoparque e alcançou a sua integração na rede de geoparques da UNESCO. Portanto, temos um exemplo de uma área que conseguiu, pela iniciativa local, a construção de um produto diferente e de mérito. Mas, fruto das divisões superiores ao nível de repartição e compartimentação do território, sofre constrangimentos evidentes para se assumir como destino turístico. Numa visão entre carne e peixe convém não esquecer que também há gostos vegetarianos... e ao que parece são cada vez mais!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Guia Turístico

Ora ca esta uma coisa bem engraçada

Título: “Aldeias Históricas de Portugal – Guia turístico”
Concepção, Produção e design: Olho de Turista, Lda.
Autora: Susana Falhas
Preço unitário: 17 € (exclui portes de envio)

http://www.turista.pt/guias_turisticos_sinopese.html

Sinopse:
Entre 1994 e 2003 foram distinguidas 12 Aldeias Históricas de Portugal (AHP): Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. A escolha destas aldeias regeu-se pela “diversidade da sua matriz cultural, a riqueza do seu património e a força das suas vivências e tradições singulares ”.

Visitando uma a uma consegue sentir a emoção do lugar. Paira no ar um sentimento patriótico, que falou mais alto em vários momentos da História de Portugal. Cada aldeia é, simultaneamente, única e fiel a si própria e ao conjunto das 12, evidenciado pelo ambiente rústico e beirão, pouco corrompido pelos tempos modernos.

A Olho de Turista propõe uma viagem à redescoberta das nossas raízes, com cerca de 800 anos de História, na companhia do livro “Aldeias Históricas de Portugal - Guia Turístico”.

Pretendemos proporcionar aos visitantes informações práticas e úteis sobre o que pode ver e fazer no território das AHP. Incluímos um conjunto de Talões de Ofertas e de Descontos, no valor de 4000 € para o usufruto e/ ou compra de Experiências, Alojamentos, Restauração, Produtos Regionais e de Artesanato, da região, em condições especiais

Castelo de Penedono


Custa me testemunhar a falta de informação que se verifica em algum do nosso património, mas há que ser visitado

O magnífico castelo de Penedono domina a vasta região entre a Beira e o Douro, caracterizada por uma paisagem de contrastes entre as serranias agrestes, campos e pastos.

Anterior à formação de Portugal a mais antiga referência remonta a 939 a propósito do repovoamento da região, após a vitória de Ramiro II de Leão na batalha de Simancas, no entanto, não se consegue saber com rigor a data da primeira construção.

Durante o século XI o avanço e recuo das fronteiras cristas, fazem o castelo trocar de mãos em diversas ocasiões, é definitivamente reconquistado em 1064 pêlo rei leonês Fernando Magno, com a emancipação política de Portugal o castelo passa a fazer parte dos domínios da nação.

A actual configuração do castelo remonta ao século XIV, sendo D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor de Leomil, o responsável pela reedificação do castelo. Em 1530 D. Francisco Coutinho, conde de Marialva e Vedor da Comarca da Beira, transforma-o em residência.

Em 1812 é avistado por Alexandre Herculano, no decurso de investigações históricas.



A lenda das duas pedras do Castelo



No lado direito da fachada principal do castelo do Penedono distingue-se facilmente duas pedrinhas brancas relativamente próximas. Estas pedras são as tampas de duas caixinhas misteriosas deixadas por uma moura muito rica que ali viveu e ai escondeu a sua fortuna, para que ninguém lha roubasse colocou numa caixa todos os seus tesouros e na outra uma perigosíssima mensagem que causará a morte a quem ousar toca-la.

Como ninguém sabe qual das caixas esconde o tesouro ninguém até hoje ousou remove-las com receio de em primeiro lugar abrir a caixa da maldição.




Ver mapa maior

Latitude - 40°59'24.18"N

Longitude - 7°23'38.34"W

De Terça-feira a sábado: 10:00h ás 13:00h / 14h:00 ás 18:00h

Domingos das 14:30h as 18:00

Tel: 254 611 233

e-mail: Geral@beiradouro.pt



sábado, 3 de julho de 2010

Muito pouca terra

Nos últimos anos Portugal tem abraçado algumas nobres causas no sentido do desenvolvimento, fizeram-se auto-estradas, fizemos um euro 2004, uma exposição mundial e agora até se fala em reabilitação urbana e TGV! Mas que acontece ás nossas linhas de comboio?

Em 20 anos perdemos mais de 700Km de linha férrea, com tanto intelectual de esquerda e direita que existe neste país a única medida a tomar é construir museus nas antigas estações ou então alcatroar e converter os traçados em vias pedonais?

É manifestamente redutor, confio que é possível revitalizar e capitalizar algumas das nossas antigas linhas de comboio ao abandono, mas parece que são muito poucos a pensar assim, França é um excelente exemplo desse esforço.

Faz parte dos 10.9% de desempregados do nosso país e ainda assim quer uma experiencia singular por terras lusas a testemunhar o desbaratar dos seus impostos em nome de um défice?

1º - Comprar este livro Pelas Linhas da Nostalgia – Passeios a pé pelas vias férreas abandonadas de Rui Cardoso e Mafalda César Machado http://www.ocomboio.net/PDF/livros/livro_nostalgia.pdf
2º Decidir o percurso e preparar
3º Ir que é o melhor remédio!

Até tem mais alguma capacidade monetária e apesar de os franceses terem feito uma campanha vergonhosa na África do Sul o país é uma opção.

1º Quem à semelhança do autor tem dificuldades com o fracês está aqui em inglês http://about-france.com/scenic-railways.htm
2º Fazer a reserva aqui http://www.voyages-sncf.com/
3º Ir que é o melhor remédio!


Posted by Picasa

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Debaixo das estrelas da Estrela

Aproveitando o mote da desertificação do post abaixo, partilho uma reportagem que realizei, há uns tempos, na Serra da Estrela sobre um dos pastores que partilham os seus dias com o silêncio... a quase dois mil metros de altitude.

Na altura do Verão, sob o calor intenso, os pastores levam as ovelhas até ao topo da Serra. Durante Agosto dormem ao relento debaixo das estrelas da Estrela. Fazem fogueiras e contam histórias.

Quando o Outono chega voltam a descer. Voltam a ficar apenas com o rebanho. A inventar como passar as horas enquanto as ovelhas pastam.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um fenómeno chamado desertificação

A desertificação é um fenómeno documentado já há vários anos, parece-me inadmissível ter-se construído uma barragem no Alqueva com o propósito de travar a escassez de água e desertificação no planalto Alentejano e encontramos em Serpa locais onde ainda não chega iluminação pública!

Inacreditavelmente existem ainda portugueses que apesar das dificuldades que encontram à fixação, resistem e gostam do local, mas que futuro tem aquele espaço sem ligação à rede pública?

Deixo aqui uma reportagem para ver e pensar.


Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP

Eça, socalcos, rio Douro e a Cidade e as serras.




















"Rolavamos na vertente d'uma serra, sobre penhascos que desabavam até largos socalcos cultivados de vinhedo. Em baixo, n'uma esplanada, branquejava uma casa nobre, de opulento repouso, com a capellinha muito caiada entre um laranjal maduro. Pelo rio, onde a agoa turva e tarda nem se quebrava contra as rochas, descia, com a vela cheia, um barco lento carregado de pipas. Para além, outros socalcos, d'um verde pallido de rezeda, com oliveiras apoucadas pela amplidão dos montes, subiam até outras penedias que se embebiam, todas brancas e assoalhadas, na fina abundancia do azul. Jacintho acariciava os pellos corredios do bigode:

--O Douro, hein?... É interessante, tem grandeza. Mas agora é que eu estou com uma fome, Zé Fernandes!"

Eça, a cidade e as serras

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Modernices PAH!

Há uma esquizofrenia colectiva! Não e arruinar o Douro como aconteceu a parte do Algarve. Mas um site traduzido… era o mínimo!

É de lamentar que andemos com políticas de contenção para traz e para a frente qd podemos ter mais uma fonte de rendimento e nem olhamos a isso, cada vez mais vamos nos “litoralizando” é uma vergonha!

Economia - Especialistas norte americanos garantem que o Douro é um destino turístico quase desconhecido nos EUA - RTP Noticias, Vídeo